VISEU E OS VIRIATOS
VISEU E OS VIRIATOS
Numa época em que fazia deslocações regulares a
Viseu gostava de saborear um VIRIATO e ia a uma pastelaria virada para o prédio
da Segurança Social, perto do edifício do Município e da Praça da República,
que creio ser ainda hoje uma referência por ser o mais alto desta cidade,
princesa da Beira, com os seus 16 andares. Este bolo de massa doce, tipo
brioche, é recheado de coco e de ovos e tem o nome do mítico guerreiro lusitano
Viriato. Terá sido registado pela Confeitaria Amaral em 1995, mas terá surgido
umas décadas antes. Tem uma cor amarelada e por cima é salpicado por açúcar em
pó. Sou fã. Na última vez que fui a Viseu, era um sábado, e tive dificuldade em
conseguir este bolo e tenho pena que não esteja em todas as pastelarias pois
considero-o um ex libris da doçaria citadina e evoca, nominalmente, o
grande Viriato. Esta cidade tem registado um bom e harmonioso crescimento
embora tenha perdido o caminho de ferro e apesar de ter ganho a A25, ligação em
autoestrada à fronteira de Vilar Formoso e a Aveiro, a ligação a Coimbra,
principal polo da Região Centro pelo IP3, tem mostrado grandes dificuldades e perigo
para a circulação de pessoas e mercadorias. Ultimamente têm alargado algumas
faixas de rodagem, mas as cidades de Viseu e de Coimbra mereciam há muito
estarem ligadas por uma nova autoestrada. Cheguei a recear circular pelo IP3
especialmente em tempo de chuva e neve.
Inserido no jornal O Despertar a 4 setembro de 2026
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