PADRE AMÉRICO, A REVOLUÇÃO DA TERNURA
Hoje, faria 139 anos PADRE AMÉRICO, A REVOLUÇÃO DA TERNURA Eu era um miúdo e contemplava com franca admiração o magote de rapazes que acompanhavam o Padre Américo, para eles o PAI AMÉRICO, dos Bujos até à estação da CP de Miranda do Corvo. Nas suas vestes largas, largo sorriso, acenava com paternal correspondência ao rancho pueril e puro que soltava emotivos gritinhos de alegria farta, forte, frenética. Dentro do gabinete do meu pai, chefe da estação, colado ao guichet, visando o largo fronteiro, PAI AMÉRICO, já com o bilhete de comboio comprado, abria em semicírculo as mãos aos seus RAPAZES, num adeus também largo, forte e alegre. Rumava a Penafiel ou para Coimbra, destinos que a minha memória não fixou com exatidão, mas fixei para a eternidade aquela TERNURA imensa. No decurso dos anos fui acompanhando a OBRA DO GAIATO, a Obra da Rua, fundada por este inesquecível sacerdote e educador que apenas aos 42 anos se fez padre em Coimbra, depois de vários anos em...