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CALOUSTE GULBENKIAN, DE MIRANDA A VISEU E À FIGUEIRA

  A propósito dos 130 anos do nascimento do Dr. JOSÉ AZEREDO PERDIGÃO CALOUSTE GULBENKIAN, DE MIRANDA A VISEU E À FIGUEIRA DA FOZ   Há 67 anos, concretamente a 10 de setembro de 1959, começou a funcionar pelo concelho de Miranda do Corvo e região a Carrinha nº 18 da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi seu bibliotecário o professor Vítor Seixas Gomes. Teve como motorista António Marta Ferreira que esteve várias décadas ao serviço desta biblioteca, dos leitores e da comunidade. Este serviço da Gulbenkian veio a terminar, mas foi continuado, em boa hora, no ano de 2001, pela Fundação da ADFP (Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional) com a BIBLIOMÓVEL e passou a servir concelhos vizinhos ao de Miranda levando livros diversos para leitura e empréstimo gratuito e quebrando isolamentos sociais, além de ser um veículo adaptado a pessoas com necessidades especiais. Notável, pois, a ação da entidade referida, a ADFP, que fez uma aplaudida aproximação aos tempos atuais. Record...

O VISEENSE AUGUSTO HILÁRIO

  O  VISEENSE AUGUSTO HILÁRIO Viseu é berço de Augusto HILÁRIO, o primeiro e notável nome do Fado de Coimbra.  A rua onde está a casa onde nasceu (antiga Rua Nova) recebeu há alguns anos o nome do famoso cantor e boémio da vida académica coimbrã. Pegou de estaca na cidade viseense o gosto pelo fado de Coimbra e, durante alguns anos, gravei ou transmiti em direto, na Antena 1, o Grupo de Fados do Dr. Hermínio Menino que nos deixou em 2025 e de quem tenho saudades. Foi um dos guitarristas que integrou um grupo que cantou e tocou na Sé Velha e depois na Reitoria, em 1968, para o cirurgião cardíaco sul-africano Christian Barnard que fez os primeiros transplantes de coração e teve apoteótica receção na nossa cidade. Em Viseu, Menino, criou uma autêntica escola de música. Personalidade afável deixou muitas saudades. Talvez influenciados por Hilário, a cidade viseense e região tem-nos dado grandes vultos nesta área musical. Apresentei, no ano passado, numa Serenata do Mondego,...

VISEU E OS VIRIATOS

    VISEU E OS VIRIATOS   Numa época em que fazia deslocações regulares a Viseu gostava de saborear um VIRIATO e ia a uma pastelaria virada para o prédio da Segurança Social, perto do edifício do Município e da Praça da República, que creio ser ainda hoje uma referência por ser o mais alto desta cidade, princesa da Beira, com os seus 16 andares. Este bolo de massa doce, tipo brioche, é recheado de coco e de ovos e tem o nome do mítico guerreiro lusitano Viriato. Terá sido registado pela Confeitaria Amaral em 1995, mas terá surgido umas décadas antes. Tem uma cor amarelada e por cima é salpicado por açúcar em pó. Sou fã. Na última vez que fui a Viseu, era um sábado, e tive dificuldade em conseguir este bolo e tenho pena que não esteja em todas as pastelarias pois considero-o um ex libris da doçaria citadina e evoca, nominalmente, o grande Viriato. Esta cidade tem registado um bom e harmonioso crescimento embora tenha perdido o caminho de ferro e apesar de ter ganho ...

METAMORFOSES DA VIDA Livro de VICENTE CARLOS FLOR BATALHA

  METAMORFOSES DA VIDA   Livro de VICENTE BATALHA Recebi com agrado o livro METAMORFOSES DA VIDA de VICENTE BATALHA.   O autor é de PERNES, Santarém, e a sua vila natal bem como a capital de distrito e ainda Alcanena acolhem, primordialmente, em espaço e tempo, a digressão narrativa que Vicente Batalha faz, umas vezes em jeito autobiográfico e outras numa componente tendencialmente monográfica, dando-nos a perceber a sua vida em diversas fases, daí as METAMORFOSES. Personalidade do teatro, da cultura e da vida autárquica, Batalha foi presidente do instituto Bernardo Santareno, dramaturgo que nos deixou há 46 anos, a completarem-se amanhã, dia 29 e médico licenciado por Coimbra cuja vivência académica lhe conferiu uma permanente visão humanista refletida na sua obra. Vicente Batalha, também perfilhando o humanismo, foi coordenador das Comemorações do centenário de Bernardo Santareno e teve emérita dedicação a obras de cariz social. Ou pormenorizando em extensão: cariz s...

PLAYBACK - Filme de vida e obra de CARLOS PAIÃO

                     PLAYBACK - Filme de vida e obra de CARLOS PAIÃO Publiquei no jornal conimbricense O Despertar, na edição de 7 de agosto, um texto relativo ao saudoso CARLOS PAIÃO pois está agora nos cinemas o filme PLAYBACK que faz uma incursão pela vida e obra do cantor, poeta e compositor que durante dez anos teve farta produção musical.                                                                                *** CARLOS PAIÃO nasceu em Coimbra, em 1957, porque a assistência médica seria provavelmente melhor, se necessária, do que a...

DESCENTRALIZAR O PAÍS PARA A REGIONALIZAÇÃO? Ana Abrunhosa e Helena Teodósio e as suas perspetivas

  DESCENTRALIZAR O PAÍS PARA A REGIONALIZAÇÃO?   A atual presidente do Município de Coimbra, ANA ABRUNHOSA, numa sessão comemorativa dos 52 anos do 25 de Abril referiu que FALTA FAZER A REGIONALIZAÇÃO.   No recente Dia do Município de Cantanhede, a presidente da Câmara e presidente da Região Metropolitana de Coimbra, líder do PSD distrital, HELENA TEODÓSIO, citando o que li, afirmou que o nosso país continua a NECESSITAR DE UMA DESCENTRALIZAÇÃO séria, consequente e orientada para resultados concretos na vida das pessoas. Estamos perante duas grandes senhoras da política autárquica com experiência regional e até nacional. Ambas da área da economia: gestão, administração pública e também história para a chefe do executivo de Cantanhede e a líder da edilidade coimbrã, professora universitária, antiga ministra da Coesão Territorial com um doutoramento a incidir na inovação e desenvolvimento regional e é, como se referiu, também, economista. Salvo melhor opinião ambas sabe...

NA PRAIA DA EREIRA DO POETA AFONSO DUARTE E NO PARQUE VERDE DO MONDEGO

 ENCANTOS DE VERÃO NA PRAIA DA EREIRA DO POETA AFONSO DUARTE E NO PARQUE VERDE DO MONDEGO   É invulgar estar numa praia às cinco da tarde a escutar os sinos da Igreja a anunciarem a hora ao som da Avé Maria, do Treze de maio. Evoquei de imediato AFONSO DUARTE no seu poetar: “Por teu ventre começa a minha vida, Por teus olhos a estrela que me guia. Amor, que Deus te salve! – Avé Maria Cheia de Graça ó Bem-Aparecida”. Aconteceu no ESTEIRO DA EREIRA – PRAIA FLUVIAL, na freguesia da Ereira, no concelho de Montemor-o-Velho. É um braço de água doce a ser abastecido pelo caudal de rega do Mondego. Ainda há poucos meses a Ereira era circundada por água em excesso (também a designam ILHA DA EREIRA) devido às cheias e reclamando a presença dos fuzileiros para transportarem de barco a população para os seus afazeres. Estas recentes cheias, de má memória, talvez tenham contribuído para fertilizar os campos dos arrozais os quais agora explodem numa forte, encantadora e expres...