TUNA ACORDES DA FOZ EVOCOU COM BRILHO O GUITARRISTA JOÃO BAGÃO

 


GUITARRISTA  FIGUEIRENSE JOÃO BAGÃO

EVOCADO EM ESPETÁCULO DE EXCELÊNCIA 

PROMOVIDO PELA TUNA ACORDES DA FOZ

 

O guitarrista JOÃO BAGÃO, nome grande na música de matriz coimbrã, foi evocado a 30 de maio deste ano de 2026, na sua Figueira da Foz natal, num espetáculo inesquecível que decorreu no Auditório Madalena Perdigão. A iniciativa pertenceu à TUNA ACORDES DA FOZ, formação que tem como diretor Joaquim Afonso e a produção do evento teve a assinatura de Maria Luísa que também criou alguns poemas que foram ditos por Vítor Filipe, alusivos a Coimbra e a João Bagão. Este inesquecível guitarrista que foi executante de piano, viola e bandolim, além da guitarra, nasceu em 1921, em concreto na Cova Gala, porque seu pai foi mestre de navios costeiros de dragas. Aliás, é o filho de um colega de seu pai com idêntica profissão e residência que lhe incute o gosto pelos instrumentos de corda. 

João Bagão veio a concluir, já em Coimbra, o ensino secundário e depois frequentou a Faculdade de Ciências. Esteve ligado à Tuna Académica, ao Orfeon e a vários grupos de fados. Musicou poemas de Edmundo de Bettencourt e de Leonel Neves e foi autor de conhecidos fados, baladas e trovas. Um tema seu, música e letra, Canto a Chorar foi um êxito na voz de Teresa de Noronha o qual, neste espetáculo, foi cantado na aplaudida voz de Paula Maia que me impressionou favoravelmente. Bagão, já em Lisboa, teve algumas episódicas incursões no cinema e trabalhou na então denominada propaganda médica durante vários anos e, ao mesmo tempo, ampliava a sua vocação e qualidade de instrumentista que foi influenciado em Coimbra por Artur Paredes.  Neste espetáculo, A TUNA ACORDES DA FOZ apresentou um conjunto de agradáveis temas entre os quais alguns ligados à vida académica. O Grupo Coral ADVOCAL constituído por  advogados e advogados estagiários apresentou-se sob a direção do Maestro Augusto Mesquita e com a pianista Inês Gomes. Uma atuação de muito nível com um reportório variado e a culminar com a Balada da Despedida do 5º ano jurídico de 88/89. Em palco esteve, perto do final, o Grupo de Fados Saudade Coimbrã da Associação de Fados de Coimbra com Manuel Ribeiro na guitarra, Francisco Nunes na viola e a voz de Joaquim Afonso e tiveram como convidados especiais João Ramos na voz e Luís Rodrigues na guitarra portuguesa. Não faltaram as Variações em Lá Menor de autoria do homenageado. 

No final, todos os participantes, em palco, expressaram, musicalmente, o seu AMOR A COIMBRA culminando com um F.R.A para dizerem que JOÃO BAGÃO, falecido em 1992, será SEMPITERNO.

SC

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