NA FUNDAÇÃO SARA BEIRÃO/COSTA CARVALHO CASA DO ARTISTA E… DOS COMUNICADORES ESTÁ EM TÁBUA
NA FUNDAÇÃO SARA BEIRÃO/COSTA CARVALHO
NA FUNDAÇÃO SARA BEIRÃO/COSTA CARVALHO
CASA DO
ARTISTA E… DOS COMUNICADORES ESTÁ EM TÁBUA
A escritora SARA BEIRÃO faleceu
logo após o 25 de abril, mas sempre admiti que pudesse ter apoiado e vivenciado
durante mais tempo, de forma concreta e direta, o LAR que criou para a os profissionais
do Espetáculo e também da Comunicação, fossem de Lisboa ou de outros pontos do
país. Foi a primeira CASA DO ARTISTA em Portugal. Visitei antes, e após a morte
da patrona, esta casa que a escritora deixou para o efeito. Ainda foi
frequentada por alguns artistas, mas por estar situada em Tábua, a razoável distância
dos grandes centros, admito, acabou por afastar potenciais utentes. SARA BEIRÃO
atravessou várias áreas do humanismo e do progresso e foi uma incontida ativista
e defensora da República. O seu pai foi um ativo republicano. A enorme casa dos
seus avós, um solar do século XVIII, na Quinta dos Freixos, em Tábua, onde
nasceu, foi escolhido por esta benemérita para ser o lar de acolhimento de quem
se retirasse do mundo do espetáculo, da comunicação e intelectuais, a desejada
Casa do Artista. No início apontava para acolher, prioritariamente, pessoas do
mundo artístico com quem Sara Beirão conviveu com o marido na capital
conhecendo muitos dos seus problemas. Porém, com o passar do tempo e numa ânsia
de dar utilização aos fins para que tinha sido criada, a Casa, ou seja, a
Fundação optou por alargar o acolhimento havendo alguma interligação entre a
área da comunicação, do espetáculo e da intelectualidade.
***
Sara Beirão colaborou em vários
jornais nacionais e regionais, tem diversos livros publicados, fez também uma
incursão pela literatura infanto-juvenil. SERÕES DA BEIRA é,
provavelmente, o mais conhecido livro da autora. Sempre ativa, SARA BEIRÃO
dinamizou várias áreas como a emancipação das mulheres, a Liga da Paz e a Liga
das Mulheres republicanas. Integrou o Conselho Nacional das Mulheres
Portuguesas. Bateu-se, ainda, pela defesa dos animais. Uma vida notável. O
casal Sara Beirão e Costa Carvalho foi amigo de Igrejas Caeiro que veio mais
tarde a ser presidente do Conselho de Administração da Fundação. Caeiro foi um
comunicador vanguardista ativo antes do 25 de abril e chegou a ser suspenso da
Emissora Nacional quando era locutor. Após a revolução voltou à Emissora, depois
denominada RDP, e foi seu Diretor de Programas. Tive o privilégio de contar a
com a sua amizade que se estendeu também à Fundação Sara Beirão/Costa Carvalho.
***
Voltando à CASA DO ARTISTA, em
TÁBUA, da FUNDAÇÃO SARA BEIRÃO/ANTÓNIO COSTA CARVALHO: o objetivo preconizado
pela saudosa escritora não se desvaneceu nos primeiros tempos e IGREJAS CAEEIRO,
como administrador, foi para Tábua ensaiando a possibilidade de dar força ao
projeto inicial. Ali esteve durante vários anos. Realizou um excelente
trabalho, mas não conseguiu concretizar na totalidade os aspetos fundacionais
do projeto. Estive, há anos, em Tábua a apresentar um espetáculo que pretendeu,
essencialmente, homenagear Igrejas Caeiro pelo que fez no Lar e na Fundação, pois
iria regressar a sua casa em Caxias-Oeiras já com a idade a pesar. Presumi que
a sua dedicação a esta “Casa do Artista de Tábua”, secundada também por
Etelvina Lopes de Almeida, locutora de rádio e jornalista, permitisse estimular
a valência e primeiro objetivo da CASA: AO SERVIÇO DOS ARTISTAS. Não foi
possível preencher a Casa com artistas. Posteriormente, houve alteração nos
estatutos, sendo agora a prestação de serviços de segurança social na área da
população idosa embora continuando a dar prioridade ou acolhimento especial a
escritores, jornalistas e artistas. Notícias recentes dão conta de
investimentos para ampliar as instalações. Sem prejudicar a possibilidade de acolher idosos
do concelho ou da região, no meu entender, não basta manter esta valência de
Casa do Artista nos estatutos; é preciso divulgar, no país em geral, que esta
CASA DA FUNDAÇÃO SARA BEIRÃO terá de estar, prioritariamente, ao serviço das
pessoas que foram objetivo da sua criação: os artistas. Telefonei ao Dr. Sérgio
da Cunha Velho, nutricionista, que até há cerca de cinco anos esteve na direção
da casa. Abordámos este aspeto da
prioridade a ser dada aos artistas e concordou dizendo-me que esse aspeto “consta
dos estatutos”. Ou seja: prioridade ou acolhimento especial a escritores,
jornalistas e artistas.
É PRECISO DIVULGAR MAIS, OS OBJETIVOS
DESTA CASA
É preciso que a comunicação
social divulgue este acolhimento que é prioritário da Fundação Sara
Beirão/Costa Carvalho: ter as portas
abertas para acolher protagonistas do espetáculo e da comunicação na sua velhice.
Obrigado, Dona SARA BEIRÃO. A propósito: No próximo dia 30
comemoram-se 146 anos do nascimento desta inesquecível grande senhora.
SC
A escritora SARA BEIRÃO faleceu
logo após o 25 de abril, mas sempre admiti que pudesse ter apoiado e vivenciado
durante mais tempo, de forma concreta e direta, o LAR que criou para a os profissionais
do Espetáculo e também da Comunicação, fossem de Lisboa ou de outros pontos do
país. Foi a primeira CASA DO ARTISTA em Portugal. Visitei antes, e após a morte
da patrona, esta casa que a escritora deixou para o efeito. Ainda foi
frequentada por alguns artistas, mas por estar situada em Tábua, a razoável distância
dos grandes centros, admito, acabou por afastar potenciais utentes. SARA BEIRÃO
atravessou várias áreas do humanismo e do progresso e foi uma incontida ativista
e defensora da República. O seu pai foi um ativo republicano. A enorme casa dos
seus avós, um solar do século XVIII, na Quinta dos Freixos, em Tábua, onde
nasceu, foi escolhido por esta benemérita para ser o lar de acolhimento de quem
se retirasse do mundo do espetáculo, da comunicação e intelectuais, a desejada
Casa do Artista. No início apontava para acolher, prioritariamente, pessoas do
mundo artístico com quem Sara Beirão conviveu com o marido na capital
conhecendo muitos dos seus problemas. Porém, com o passar do tempo e numa ânsia
de dar utilização aos fins para que tinha sido criada, a Casa, ou seja, a
Fundação optou por alargar o acolhimento havendo alguma interligação entre a
área da comunicação, do espetáculo e da intelectualidade.
***
Sara Beirão colaborou em vários
jornais nacionais e regionais, tem diversos livros publicados, fez também uma
incursão pela literatura infanto-juvenil. SERÕES DA BEIRA é,
provavelmente, o mais conhecido livro da autora. Sempre ativa, SARA BEIRÃO
dinamizou várias áreas como a emancipação das mulheres, a Liga da Paz e a Liga
das Mulheres republicanas. Integrou o Conselho Nacional das Mulheres
Portuguesas. Bateu-se, ainda, pela defesa dos animais. Uma vida notável. O
casal Sara Beirão e Costa Carvalho foi amigo de Igrejas Caeiro que veio mais
tarde a ser presidente do Conselho de Administração da Fundação. Caeiro foi um
comunicador vanguardista ativo antes do 25 de abril e chegou a ser suspenso da
Emissora Nacional quando era locutor. Após a revolução voltou à Emissora, depois
denominada RDP, e foi seu Diretor de Programas. Tive o privilégio de contar a
com a sua amizade que se estendeu também à Fundação Sara Beirão/Costa Carvalho.
***
Voltando à CASA DO ARTISTA, em
TÁBUA, da FUNDAÇÃO SARA BEIRÃO/ANTÓNIO COSTA CARVALHO: o objetivo preconizado
pela saudosa escritora não se desvaneceu nos primeiros tempos e IGREJAS CAEEIRO,
como administrador, foi para Tábua ensaiando a possibilidade de dar força ao
projeto inicial. Ali esteve durante vários anos. Realizou um excelente
trabalho, mas não conseguiu concretizar na totalidade os aspetos fundacionais
do projeto. Estive, há anos, em Tábua a apresentar um espetáculo que pretendeu,
essencialmente, homenagear Igrejas Caeiro pelo que fez no Lar e na Fundação, pois
iria regressar a sua casa em Caxias-Oeiras já com a idade a pesar. Presumi que
a sua dedicação a esta “Casa do Artista de Tábua”, secundada também por
Etelvina Lopes de Almeida, locutora de rádio e jornalista, permitisse estimular
a valência e primeiro objetivo da CASA: AO SERVIÇO DOS ARTISTAS. Não foi
possível preencher a Casa com artistas. Posteriormente, houve alteração nos
estatutos, sendo agora a prestação de serviços de segurança social na área da
população idosa embora continuando a dar prioridade ou acolhimento especial a
escritores, jornalistas e artistas. Notícias recentes dão conta de
investimentos para ampliar as instalações. Sem prejudicar a possibilidade de acolher idosos
do concelho ou da região, no meu entender, não basta manter esta valência de
Casa do Artista nos estatutos; é preciso divulgar, no país em geral, que esta
CASA DA FUNDAÇÃO SARA BEIRÃO terá de estar, prioritariamente, ao serviço das
pessoas que foram objetivo da sua criação: os artistas. Telefonei ao Dr. Sérgio
da Cunha Velho, nutricionista, que até há cerca de cinco anos esteve na direção
da casa. Abordámos este aspeto da
prioridade a ser dada aos artistas e concordou dizendo-me que esse aspeto “consta
dos estatutos”. Ou seja: prioridade ou acolhimento especial a escritores,
jornalistas e artistas.
É PRECISO DIVULGAR MAIS, OS OBJETIVOS
DESTA CASA
É preciso que a comunicação
social divulgue este acolhimento que é prioritário da Fundação Sara
Beirão/Costa Carvalho: ter as portas
abertas para acolher protagonistas do espetáculo e da comunicação na sua velhice.
Obrigado, Dona SARA BEIRÃO. A propósito: No próximo dia 30
comemoram-se 146 anos do nascimento desta inesquecível grande senhora.
SC em O Despertar de 17 julho de 2026
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