PÓS-QUEIMA DAS FITAS 2026

 

PÓS-QUEIMA DAS FITAS 2026


Tenho a maior admiração pela Academia de Coimbra. Há um conjunto de especificidades conseguidas ao longo dos tempos e enquadradas na Praxe Académica que imprimem um ambiente gerador de admiração e simpatia baseado no que se diz ser o ESPÍRITO ACADÉMICO. O acesso ao ensino superior, em geral, aumentou e o número de estudantes nos últimos anos ou décadas não tem qualquer comparação com a reduzida frequência nos anos 40 e 50 e mesmo já nas décadas de 60 e 70 do século passado, claro. O aumento de estudantes pode tornar difícil a adoção de comportamentos giros e tradicionalmente observáveis e normativos na Academia.  Tenho assistido a pontos de vista que devem estar desorientados, sendo um deles a afirmação de que o uso de capa e batina está proibido aos alunos do primeiro ano até à Queima.  Segundo confirmação obtida junto do Dux Veteranorum tal não corresponde à verdade. O uso de capa e batina, apenas durante os dias da Queima, é que me parece transformar o traje académico num elemento de quase ostentação e sofisticação quando devia ser usado com mais regularidade e ser um símbolo de democratização. Aliás, até os alunos do ensino secundário podem usar capa e batina, e implicitamente, sujeitam-se à praxe académica em Coimbra. A QUEIMA, e especialmente o CORTEJO, agora ao domingo quando segundo muitas opiniões devia continuar a ser à terça-feira, manifesta algumas situações que provavelmente podem ser consideradas desagradáveis e talvez suscetíveis de serem retificáveis ou pelo menos examinadas.   Por exemplo: muitos dos estudantes, dentro ou fora dos carros, usam e abusam, atualmente, em esguicharem a cerveja das latas mimoseando o público que assiste - e muitos são familiares dos estudantes -, com grandes banhos de cerveja. O vinho, o champanhe e o espumante perderam a corrida para a cerveja e perceciono, mas talvez não tenha observado em detalhe, que há uma marca dominante. Longe de mim tirar aos atuais estudantes o prazer e o privilégio de gozarem a QUEIMA DAS FITAS à sua maneira. Todavia tem de haver limites e dou como exemplo o que não me parece muito maduro em ação ao ver dentro de alguns carros do cortejo, estudantes com pistolas de plástico, de brincadeira, mais usadas pelas crianças no carnaval, a esguicharem água, apontando para alguém em específico e também aleatoriamente. E o público a fugir para evitar o banho. Por falar em banho: aqueles mergulhos no lago da Praça 8 de maio, zona do Panteão Nacional, talvez devam ser repensados ou objetivamente anulados, o que me dizem? A Queima acabou, sempre em ambiente de festa e com o forte calor que marcou estes últimos dias e teve as diversas programações com boa adesão.  Voltando ao Cortejo: apesar das minhas reflexões, nada altera a alegria de pais, avós e amigos a saudarem os seus “doutores” explodindo em contentamento e cor nos carros ou apeados. Um F.R.A! por todos e para todos.

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