SANGUE NO ASFALTO

 

SANGUE NO ASFALTO


Em linhas gerais abordei, na última edição do jornal O DESPERTAR, o gravíssimo problema que o país tem perante um número trágico e inconcebível de mortes nas nossas estradas. Cerca de 400 mortos será a cifra deste ano em 135 mil acidentes. Entre os mortos há um número significativo de jovens. Serão cerca de 120 mortes em jovens dos 18 aos 24 anos. A SINISTRALIDADE NAS NOSSAS ESTRADAS TEM DE SER REDUZIDA. O que tem sido feito para evitar este tremendo número de acidentes e de tantas mortes é, pois, claramente, pouco, e, podemos dizer, a eficácia parece ser reduzida. Os psicólogos podem explicar, mas a divulgação de acidentes rodoviários é algo que, infelizmente, ronda o banal, particularmente para os jovens que se mostram muitas vezes insensíveis. Falemos também dos seniores: os idosos também são mais frágeis e por isso podem sofrer mais facilmente lesões. O volante nas mãos é uma arma, a qual, se mal utilizada e sem precaução, pode matar.  Para grandes males, grandes remédios. Sabemos que a fadiga, o uso aberrante de telemóvel, ausência de cintos de segurança e de capacete, as drogas, a velocidade excessiva, o álcool e muitas vezes os fins de semana mais convidativos a diversão dos jovens são fatores terríveis. Não sou especialista, apenas um observador dos comportamentos da sociedade, também conduzo, e confesso, tenho cada vez mais medo, por uma distração que tenha, por um erro que cometa ou pelos outros condutores, pois, mesmo praticando uma condução defensiva, não estou fora da hipótese de também morrer na estrada ou ter um acidente sem ser o culpado ou seja com culpa de terceiros. É UMA GUERRA COM 400 MORTOS. Inadmissível. Para além das ações da Prevenção Rodoviária Portuguesa é tempo de o PARLAMENTO encarar esta mortandade nas estradas de Portugal. Julgo que são necessárias medidas implacáveis. Pergunto: não seria possível proibir os condutores entre os 18 e 24 anos de circularem a mais de 60 quilómetros/hora? Não seria possível limitar a lotação de um automóvel apenas a duas pessoas em caso de o condutor ser um jovem entre os 18 e os 24 anos? Nas áreas urbanas a velocidade máxima tem de ser 30 km/hora e, cuidado, com os atropelamentos dentro das localidades. Há tantas medidas que podem ser tomadas. Parece-me que conhecemos as principais situações INIMIGAS nesta “guerra” que têm levado às mortes nas nossas estradas. É NATAL e, infelizmente, presumo, não iremos ter paz nas nossas estradas. Deixe-me perguntar-lhe, caro leitor, se já pensou que pode ser um número para engrossar esta terrífica estatística? Pessoalmente, tenho medo de estar na lista. E tenho pena de Portugal com este record de tragédias não tomar medidas fortes. Além do que já enunciei, mais inspeção, talvez aleatória de veículos, a requalificação dos chamados “pontos negros”, melhores estradas, mais radares, mais formação e sensibilização nas escolas para as crianças e jovens. Vamos pedir aos leitores-condutores de veículos que comemorem este ano um NATAL, ZERO MORTES. Será possível? Não acredito.

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