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POR QUE CHORAM NA SERENATA MONUMENTAL?

    POR QUE CHORAM  NA SERENATA  MONUMENTAL?   De vez em quando gosto de despir ideias feitas, de afastar as emoções. REFLETIR. Vejamos: há cerca de 20 anos, ou talvez mais, reportei em direto para a RTP uma Serenata Monumental, a tal que abre a festa maior da que já foi a maior Academia portuguesa: a Queima das Fitas da Universidade de Coimbra. Fiquei perplexo, então, ao ver várias estudantes, estou a falar do sexo feminino, que choravam, algumas até de forma abundante, durante e depois da Serenata. Procurei questioná-las, mas no meio da multidão académica com o habitual frenesim não dá para falar serenamente nem para escutar com detalhe. Houve, contudo, duas ideias-chave que consegui registar: iam deixar Coimbra e as belas sociabilidades académicas; e estavam RECEOSAS PERANTE O FUTURO. Após esta Serenata de 2025 ouvi e li comentários mesclados por uma certa angústia e, provavelmente, também pelo choro, que contradizem este ambiente que deve ser festivo. ...

AS PERDAS DE TITO COSTA SANTOS E FERNANDO MONTEIRO - NOMES DO FADO E CANÇÃO DE COIMBRA

  NOMES DO FADO E CANÇÃO DE COIMBRA AS PERDAS DE TITO COSTA SANTOS E FERNANDO MONTEIRO Deixou-nos, recentemente, TITO COSTA SANTOS. ou seja, o Dr. Augusto Costa Santos , advogado e, citando o imprescindível e notável blog Guitarra de Coimbra,” foi um intérprete de repertório da canção de Coimbra desde a década de 1950 (tenor), antigo membro de organismos académicos extracurriculares da UC como Orchestra Pitagorica, Coro Misto, Orfeon, TEUC e CITAC. Na fase de juventude deu colaboração à formação Coimbra Quintet. Radicado profissionalmente em Lisboa, prestou próxima colaboração à Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra e manteve atividade no grupo Serenata de Coimbra, com o qual efetuou gravações”. Abracei-o com a admiração de sempre no penúltimo encontro dos Antigos Estudantes de Coimbra no Casino Estoril. Afetuoso e um apaixonado por Coimbra. Recordo hoje aquele abraço que jamais pensei ser o último. A Canção de Coimbra perdeu, em fevereiro passado, um nome, igualmente in...

FESTIVAL DA EUROVISÃO 2025

  FESTIVAL DA EUROVISÃO 2025 Nunca equacionei que os NAPA, banda madeirense, pudessem ganhar o recente Festival da Eurovisão, porém, especialmente os jovens gostam da canção e o grupo teve um comportamento muito limpinho, contudo, fico apreensivo perante a possibilidade de preponderância do televoto neste certame que tem quase setenta anos de existência. Até ganhou a preferida dos jurados espalhados pelas delegações da União Europeia de Radiodifusão, mas, quanto a mim, a Eurovisão tem de estar atenta e analisar a importância e repercussão do voto do público que pode divergir ou alterar o sentido do voto profissional. Os jurados nos vários países são, habitualmente, personalidades do meio artístico, cultural e musical e acompanham as tendências e a maioria tem formação musical. Disse-me um dia o nosso consagrado José Cid, experiente neste e noutros certames, que os jurados/técnicos são pessoas com formação e atentas a quem canta bem e a uma boa música, tal como estão, também atent...

CONVENTO DOS ANJOS EM MONTEMOR-O-VELHO: NOVO MUSEU E ANTIGOS MORCEGOS

    CONVENTO DOS ANJOS EM MONTEMOR O NOVO MUSEU E OS ANTIGOS MORCEGOS Estamos perante uma aplaudida iniciativa: a criação do MUSEU MUNICIPAL de MONTEMOR-O-VELHO. Está instalado no CONVENTO DOS ANJOS que é um monumento nacional e nem sempre recebeu a devida atenção. Agora, finalmente, temos este edifício do século XV, várias vezes restaurado, como polo de memória. Um exercício memorioso atravessa este monumento à volta do montemorense FERNÃO MENDES PINTO que nasceu em 1509 e terá deixado o seu torrão natal, devido à pobreza, por volta dos 10 anos, rumando à capital, daí para Setúbal e depois zarpou em direção ao Oriente. Obviamente que tem lugar de destaque a sua obra escrita, PEREGRINAÇÃO, bem como os DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES. No exterior do Convento dos Anjos, do lado oposto à estrada nacional 111, está um belíssimo grupo escultórico que também evoca FERNÃO MENDES PINTO e a sua odisseia. Montemor-o-Velho presta, assim, justa homenagem a um dos seus mais destacados fil...

REGIONALIZAÇÃO E GOVERNANÇA

  REGIONALIZAÇÃO E GOVERNANÇA   Guardei algumas considerações feitas pelo presidente da Câmara Municipal de Tábua, RICARDO CRUZ, ao jornal Diário de Coimbra, a 10 de abril último, a propósito dos acessos rodoviários aquele concelho e à região. O autarca tabuense mostra-se CHATEADO – é esta a palavra que usa - porque observa investimentos de milhões nas áreas metropolitanas e nas grandes cidades e demoram as verbas para prolongar o IC6, um acesso melhorado ao IP3 e ainda “uma ligação rapidamente ao IC12 e a Espanha”.   RICARDO CRUZ tem toda a razão e mostra como é difícil dar razoáveis condições ao país profundo, ao Portugal mais interior. Empresas que equacionem estabelecerem-se nesta zona pensarão duas vezes se vale a pena, pois terão custos mais elevados e com menores condições no transporte. Nestas colunas de O DESPERTAR temos abordado, com alguma frequência, a necessidade da ligação rodoviária pela margem esquerda do Mondego entre Coimbra e Figueira da Foz que tem...

CONVERSAS NO CITEC, EM MONTEMOR

  CONVERSAS NO CITEC, EM MONTEMOR A convite do médico Dr. Deolindo Pessoa, nome grande no teatro, um dos fundadores do CITEC - Centro de Iniciação Teatral Ester de Carvalho e encenador, participei em Montemor-o-Velho, num ciclo de CONVERSAS. Teve por subtítulo Conversas Quase Radiofónicas o que permitiu fazer uma incursão pelos meus tempos de rádio relatando alguns episódios, contudo, conversámos com a participação do público destacando-se a presença de alguns jovens. As conversas tiveram algum cunho confessional e decorreram em cima do amplo palco do referido teatro; entrámos, também, em áreas fora da rádio e da comunicação social. Pareceu-me significativo ter verificado que há jovens que gostam de tertúlias, o que é muito bom, mas não conheciam as instalações deste belo e centenário teatro montemorense nem a vida da atriz Ester de Carvalho. Recordo ainda que o CITEC é o promotor, há décadas, do prestigiado CITEMOR, festival de artes. Ainda em Montemor, há alguns anos, fiquei pe...

FALTOU-ME O RÁDIO DE PILHAS NO APAGÃO

  ENORME APAGÃO Portugal e Espanha, por inteiro, e parcialmente França e o principado de Andorra, ficaram às escuras no início desta semana. Um forte apagão afetou, na última segunda-feira, cerca de 60 milhões de pessoas e causou transtornos inimagináveis na vida pessoal e nos mais diversos setores socioeconómicos. Tenho um apito e alguma água à mão, mas faltou-me o rádio de pilhas e a atualização das lanternas. Felizmente que tenho também gás o que ajudou nas refeições. O apagão começou ao fim da manhã e voltámos a ter energia elétrica por volta das 21,30h. e podia ser pior se avançasse noite dentro. Será importante que esta última segunda-feira tenha servido de exemplo para estar preparado para apagões, tremores de terra, ciclones e ciberataques. Julgo que sou um português comum nesta questão de facilitar e até foi… apenas um apagão. Temos, contudo, de estar preparados para o pior e, nesse aspeto, parece-me ser fundamental que sejam realizados simulacros e formulada, de forma r...