CUIDADO COM ATROPELAMENTOS
CUIDADO COM ATROPELAMENTOS
Uma jovem foi atropelada na Ponte
de Santa Clara, na última segunda-feira. Poucos dias antes, na Figueira da Foz,
um condutor de um automóvel terá causado um atropelamento de uma jovem que entrou
em estado crítico no hospital da cidade-praia. Na nossa região, tal como no
país em geral, os atropelamentos registam um número exagerado e as
consequências mortais, além da gravidade em feridos, são motivo de forte
preocupação. Recorrendo ao balanço do último ano, Portugal registou 3578
atropelamentos. Houve dezanove vítimas mortais, 3424 feridos ligeiros e 211
feridos graves. São números exagerados e que arrepiam. Se os condutores
precisam de ter cuidado máximo nas passadeiras é igualmente preciso que os
peões só atravessem quando se sentem seguros e devem fazê-lo nas passadeiras.
Porém, fico preocupado quando vejo transeuntes a atravessarem as passadeiras,
ou fora destas, em ousadas travessias a falar ao telemóvel ou com auscultadores
nos ouvidos. Somos, em termos rodoviários, um país de facilidades e o sangue no
asfalto continua. Precisamos de mais campanhas rodoviárias e de limitações nas
velocidades. Não podemos morrer, ingloriamente, vítimas de acidentes na
estrada.
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