UMA NOVA PRIMAVERA NO FUTEBOL DA ACADÉMICA/OAF

 

UMA NOVA PRIMAVERA 


NO FUTEBOL DA ACADÉMICA


1. Cerca de 6.500 espetadores assistiram ao último jogo da ACADÉMICA/OAF na Liga 3, Fase de Promoção, no estádio cidade de Coimbra. Quando a BRIOSA joga fora também é significativo o número de adeptos da Académica que acompanham a equipa e por ela se esforçam em sonoros incentivos, alguns enquadrados por coreografias muito giras. A MANCHA NEGRA é uma claque que se distingue na sua forma de estar e dar apoio à Briosa e, fora da área desportiva, tem realizado meritórias ações solidárias e humanistas.

2.Hoje venho, uma vez mais, refletir neste fenómeno de afeição, carinho, suporte e apoio que a ACADÉMICA recebe em todo o país, mas pode merecer muito mais. Escrevi, recentemente, que faz falta ao futebol português a BRIOSA na Primeira Liga. A Académica é, obviamente, benquista pelos conimbricenses, mas ao longo do país e até no estrangeiro há ações de apoio a este emblema conimbricense. Contudo, não se fazem omeletes sem ovos e é sabido que importa apoiar os cofres deste Organismo Autónomo de Futebol (OAF). Ana Abrunhosa, atual presidente do município conimbricense, em tempo de campanha e depois já eleita, teve a coragem de mostrar o seu apoio à BRIOSA. Faz bem, faz muito bem. Sem esquecermos os outros prestigiados emblemas da cidade, mostra-nos a realidade que o futebol escolar, na alta competição, foi durante décadas, um vibrante CARTAZ PROMOCIONAL de COIMBRA, da Universidade e Escolas Superiores e atravessou o país em manifestações exuberantes de apoio porque muitos estudantes, ao longo do nosso território, por serem isso mesmo - estudantes -, identificavam-se com a ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE COIMBRA. Quanto valeu ou vale esta AÇÃO PROMOCIONAL?  Podemos mergulhar noutros grandes clubes e viajarmos, por exemplo, até Barcelona, e verificamos que a identidade e até intenções de autonomia da Catalunha passam pelo BARÇA clube de alta roda e pelos seus adeptos. Sei que muitos associados, em dias de jogo, vestem a camisola daquele clube. Isto é bairrismo, é reforço de identidade, algo que por vezes Coimbra esqueceu ou não soube ver, mas parece estar a recuperar neste aspeto.

3. Talvez possamos sugerir às empresas de Coimbra, e às principais empresas nacionais, que é tempo de apoiarem a ACADÉMICA, para além do que já fazem os atuais patrocinadores. Os problemas por que o OAF passou ou talvez ainda passe podem ser resolvidos com um olhar atento, ou seja, com apoio financeiro do tecido empresarial e académico em Coimbra e no país e pela captação de mais sócios. Cada estudante, se envergar capa e batina nos jogos da BRIOSA, seduzirá os alunos de todo o país para a importância do estudo em cruzamento com o prazer de ver futebol. A atual equipa pela sua entrega, esforço em campo, e boas capacidades técnicas e físicas, é uma bandeira que se desfralda tal como uma capa de estudante que será sempre uma bandeira de liberdade e de identidade. Vamos esperar que em vez de apoios a outros clubes do país possamos ver os estudantes de Coimbra e adeptos da Académica a proclamarem que a BRIOSA É UM DOS GRANDES DO FUTEBOL PORTUGUÊS e, tal como comecei este texto: Quem iguala a Académica em casas cheias com quase sete mil espetadores num jogo de Liga 3? Objetivo:  ACADÉMICA VOLTAR A SER, DE FORMA EXPRESSIVA, UM DOS GRANDES CLUBES DO FUTEBOL PORTUGUÊS. E os leitores de O DESPERTAR têm uma palavra nesta matéria.

4. Entra hoje a PRIMAVERA. A propósito: Permitam-me que peça uma NOVA PRIMAVERA NO FUTEBOL DA ACADÉMICA.

SC

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