A BRIOSA e ASSISTÊNCIAS NO FUTEBOL DA REGIÃO

 


 

A BRIOSA

 

E ASSISTÊNCIAS NO FUTEBOL DA REGIÃO

 

1.Numa troca de comentários com dois companheiros da rádio, Aurélio Vasques e Horácio Antunes, abordámos a questão das assistências nos campos de futebol. Vamos por partes: ainda na semana passada escrevi, aqui, em O Despertar, regozijando-me, acerca do número de espetadores que assistem aos jogos da Académica e, de forma mais detalhada, destaquei a presença de numerosos sócios e adeptos da Briosa, a maioria a integrar a dinâmica claque de apoio, Mancha Negra. Tendo adeptos de norte a sul do país, e também no estrangeiro, a BRIOSA é um caso sério de popularidade. É quase um EMBLEMA DE CULTO, mas não é assim com todos os clubes portugueses.

2.A conversa que tivemos acerca das assistências nos campos de futebol virou-se para alguns clubes da nossa região com poucos adeptos e reduzidas assistências com exceção nos jogos em que são visitados pelos considerados grandes clubes com massas de adeptos de norte a sul. Aliás, é pouco aceitável, mas é uma realidade, os grandes clubes cada vez mais ofuscarem os chamados CLUBES DA NOSSA TERRA. Isto acontece, há anos, com a estrondosa mediatização do futebol e, por isso, o futebol de luxo, o de alta roda, tem sido viçoso e muitos dos restantes estão desmaiados E há, também, por cá, e cada vez mais, apaniguados de clubes estrangeiros. Há pequerruchos que já se dizem adeptos do Chelsea, do Celtic, do Manchester City e do United, do Paris Saint-Germain, do Real ou do Atlético de Madrid ou do Barcelona.

3. Um jogo recente de Primeira Liga na região que o Horácio Antunes reportou para a rádio  registou uma assistência perto de dois mil espetadores, mas, noutras vezes, já foram encontrados números mais baixos, muito mais baixos. Naval, Beira-Mar, União de Leiria e Tondela tiveram épocas e jogos com reduzidíssimas assistências. Sendo um espetáculo para ter assistência, o futebol e suas equipas ao terem poucos espetadores, podem indiciar pouco interesse. É desconfortante jogos da liga principal ou da liga 2 terem reduzidas assistências, é o mesmo que assistir a um concerto musical com casa meio-vazia ou menos do que isso.

4. Julgo não estar errado quando há anos o então chefe de redação do jornal A BOLA, Vítor Santos, sugeria que a principal divisão do futebol português devia ser disputada por menos clubes e com um jogo em casa, outro jogo na casa do adversário e um terceiro jogo em casa neutra. Isto dava mais interesse aos jogos e mais equilíbrio entre as equipas (as grandes equipas ou candidatas a isso), e podíamos levar bons jogos a localidades que não têm grandes clubes no seu seio, o que seria um cartaz promocional.

5. Os clubes da região centro têm de ser repensados e urge refletir também na quantidade de adeptos e de associados. Infelizmente, a região centro tem cada vez menos representantes na alta roda e Arouca e Tondela, por mais esforçados que sejam, revelam dificuldades na tabela classificativa, embora o Arouca esteja a fazer uma temporada razoável. Do plantel ao marketing, na seleção de treinadores até à conquista de sócios, parece ser necessário um trabalho árduo para captar adeptos e sócios e obterem maior projeção.

6. Voltando ao princípio: congratulo-me com a massa associativa da BRIOSA. Uma apreciável quantidade, uma presença regular nos jogos fora e dentro e um apoio em todo o país. É por isso que a BRIOSA faz falta no escalão principal do futebol português, e todos desejamos que regresse este ano à Liga 2 para depois voltar a juntar-se aos grandes emblemas.

7. O êxito do futebol da Académica/OAF pode ajudar ao êxito da cidade de Coimbra e das suas Escolas superiores. E será bom para a região centro pois é um emblema com muita história e décadas de permanência no escalão principal do futebol português. E capta público. É bom ter boas assistências nos estádios.  Força, BRIOSA.

SC

Inserido no jornal O Despertar a 27 março de 2026

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