O HINO NACIONAL E O HINO ACADÉMICO DE COIMBRA

 

O HINO NACIONAL E O HINO ACADÉMICO DE COIMBRA

 

HINO NACIONAL - Consultando a definição de HINO podemos dizer que este é uma composição musical a qual, por norma, evoca a pátria, a história e as tradições. Os hinos dos países funcionam como canção oficial de um país.  Há algumas décadas, direi melhor, há mais de um século, que em Portugal para além do hino do nosso país, alguns compositores eram convocados para criarem hinos dedicados, por exemplo, a um acontecimento notável ou a instituições relevantes. Um HINO é agregador de comunidades mais ou menos extensas com objetivos comuns e expressa coesão e identidade num patriotismo de nação ou mesmo patriotismo de cidade ou região. Veja-se o caso de Portugal onde, além do hino nacional temos, também, o hino oficial da Madeira e o dos Açores. Permitam-me relatar o orgulho que tive, há algumas décadas, por ter estreado, na rádio, na Região Autónoma da Madeira, o seu hino aprovado no ano anterior.  Aconteceu no Funchal, nas cerimónias do 10 de junho em 1981, presididas pelo nosso inesquecível e notabilíssimo Presidente da República e político que mais admiro pela sua insigne postura, General Ramalho Eanes, onde estive a trabalhar para a rádio pública em reportagem e também em estúdio. Julgo que terá sido no dia 9 à noite, ao final da emissão regional e a anteceder o habitual hino nacional, transmitimos, em estreia, o Hino da Região Autónoma da Madeira. Acreditem que sinto orgulho neste episódio que vivi. Um hino puxa pelo nosso patriotismo e envolve o nosso espírito. Uma qualquer canção pode apelar ao nosso corpo e movimento dançável, mas o hino é um exercício quase espiritual de pertença ao país. Na escola primária aprendi a cantar o hino nacional o que se prolongou no ensino secundário, nalgumas aulas de canto coral e ensino de música. Também recordo o hino nacional que acompanhava o final das emissões da rádio e da televisão públicas. Hoje são emissões de 24/24 horas, mas, no meu ponto de vista, seria importante que o principal canal público de rádio e, também, o de televisão, transmitissem o hino nacional, pelo menos, uma vez por dia, e sempre à mesma hora, por exemplo, às 19 horas. Seria bom que os portugueses escutassem com regularidade o nosso HINO NACIONAL e não o ouvissem, apenas, em transmissões desportivas internacionais ou nas principais cerimónias de Estado. Receio que atualmente haja portugueses a não conhecerem o nosso hino nacional, ou seja: conhecem a música, mas nem sempre sabem a letra integral.

 

HINO ACADÉMICO – Entrei há dias no Facebook a comentar um exercício de academismo que vinha expresso numa publicação regular que aprecio. Era apontada uma canção dedicada à Briosa Associação Académica de Coimbra, sugerida como hino da Académica. Acontece que será sempre salutar e estimulante aparecerem canções dedicadas à BRIOSA que precisa de apoio e que lhe façam festas e ofereçam mimos musicais e outros aspetos positivos. Porém, no meu ponto de vista, e que expressei com o devido respeito por sugestões ali inseridas, já existe o HINO ACADÉMICO que envolve o Magnífico Reitor, professores, estudantes, direção geral da A.A.C., todas as secções e organismos autónomos. O HINO ACADÉMICO envolve toda a Academia de Coimbra, sem exceção. Criem canções de apoio à Briosa, mas entendam, por favor, que a Coimbra Académica tem o seu inesquecível HINO ACADÉMICO que foi criado pelos estudantes José Cristiano O ´Neill de Medeiros, a música, e com letra de José Augusto Sanches da Gama. Aborda a Ciência e a Glória e tem o seguinte refrão:

“E se a Pátria, seus ferros quebrando/
Quer seus filhos à guerra chamar/
Vamos todos, no campo da glória/
Nossas vidas à Pátria votar//”

Por norma, há, apenas, a execução musical deste Hino. Seria bonito que uma ou outra vez a Briosa entrasse mais cedo em campo e escutasse, com o público em pé e estudantes com capas sobre os ombros, o empolgante HINO ACADÉMICO. Talvez fosse uma ajuda para a glória nos resultados.


SC no jornal O Despertar de 26 setembro de 2025


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