ANDRÉ, O RONALDO DA PESCA DE ARTE XÁVEGA, NA PRAIA DA LEIROSA

 


ANDRÉ, O RONALDO DA PESCA DE ARTE XÁVEGA 

NA PRAIA da LEIROSA


ANDRÉ, O RONALDO DA PESCA DE ARTE XÁVEGA, NA LEIROSA Este epíteto de RONALDO com que mimoseamos portugueses de excelência, envolveu, por exemplo, o até agora Governador do Banco de Portugal. Chamaram-lhe o Ronaldo das Finanças. Encontrei na Praia da Leirosa outro Ronaldo, o da Arte Xávega. Jovem, na casa dos vinte, conduz o trator a puxar o barco Estrela do Mar bordejado a vermelho que conflui na proa com um um verde escuro que nasce no lastro. As redes vão saindo, arrastadas do mar, e abraçam-se, em rodopio, no grande saco que formam e no qual saltita o pescado a beijar a areia quente da costa, nestes dias tórridos, ante o olhar de vários pescadores desta companha.  Só lá na ponta é que se vê o resultado da faina e não sendo famosa trouxe muito carapau, duas raias e outras espécies que não distingo. Junto à lota, assente num vasto oleado entre o rosado e o roxo, já esperam as caixas coloridas para recolherem o peixe que vai ser leiloado. André, sempre, e em constante azáfama, vai percorrendo diversas tarefas. Até que surge o pregão da venda: 10, 10, 10,9, 9, 9, é para ali. Olho com inequívoca avidez para uns jaquinzinhos sem saber se vão ou não à lota. E o André continua a multiplicar-se em ação entre o grupo de pescadores e interessados compradores, tez bronzeada pelo sol, no mourejar de um quotidiano que é tradição e também é turismo. ANDRÉ é um destes portugueses que trabalha muito bem com profunda eficiência. É o RONALDO DA ARTE XÁVEGA. Talvez nunca receba uma menção honrosa ou medalha de bons serviços, mas merecê-la-ia.


Inserido no Jornal O Despertar de 1 de agosto de 2025

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