MARCHAS POPULARES: VISTOSAS E GRACIOSAS

 

MARCHAS POPULARES: 
 
VISTOSAS E GRACIOSAS

Gostei de ver, de um modo geral através de vídeos, muitas Marchas Populares, em diversos pontos do país e, com maior incidência, gostei do que vi na nossa região. Não pretendo formular comentários em relação a aspetos técnicos, temáticos, organizativos, coreográficos e musicais. O que me despertou a atenção foi, e continua a ser, a apreciável quantidade de marchas populares e marchantes de todas as idades e algumas fazendo apelo à inclusão. É uma prova irrefutável de que existe associativismo, bairrismo e uma socialização fazendo apelo a aspetos tradicionais e históricos, muitas vezes numa fusão entre o urbano e o rural numa espécie de folclorização em idealizadas marcações. Uma marcha não se constrói numa semana, algumas prolongam-se embrionariamente pelo ano inteiro e reclamam a contribuição também de muitas pessoas da comunidade que ficam nos bastidores. As costureiras, por exemplo, não aparecem em plano de destaque, porém, imagino as horas de labuta dadas, talvez gratuitamente ou quase, para ser possível apresentar marchantes prodigiosamente vestidos. Vistosos e graciosos como as marchas. Coimbra também organizou com esmero as suas marchas, quinze em desfile com cerca de 800 participantes e, a não esquecer, a ilustre referência aos padrinhos. A Lousã anuncia cerca de meio milhar de marchantes regozijando-se o presidente do município com a presença de crianças, adolescentes e jovens. As de Lisboa a terem transmissão televisiva em direto terão sido pioneiras e são um enorme cartaz desde os anos 30 organizadas por um jornal da época e pelo Parque Mayer sob a batuta de Leitão de Barros e, embora sem transmissão televisiva nas primeiras décadas, (a tv chegou mais tarde) começaram, naquele tempo, a ter aspetos competitivos. Depois de Lisboa as marchas ter-se-ão estendido a outras cidades, vilas e aldeias e nestas, agora, onde há competição no plano das marchas, parece-me, à vista desarmada, que sobe a qualidade geral. Outra faceta é o convite feito pelas organizações a marchas com outras proveniências o que permite, em termos de festa ao vivo, dar mais cor a este evento e ampla dimensão com mais marchas e marchantes no desfile e a realização de permutas entre as marchas e as localidades de origem. Aliás, seria uma pena que o esforço de tantos meses ficasse apenas por uma única apresentação.

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