FESTIVAL RTP DA CANÇÃO 2025

 


FESTIVAL RTP DA CANÇÃO


2025


Festival da Canção. Louvo a RTP pelo seu esforço em modernizar, mas não é necessário exagerar e desaportuguesar. No Festival da Eurovisão há uma babel linguística e cada um canta na língua que quer. Cá por dentro, no nosso Festival, (um abraço ao NUNO GALOPIM) seguimos as passadas e ainda do mal o menos. Creio, contudo, ver coreografias estrambólicas que ultrapassam um exercício de vanguardismo. Fidelíssimo ao espírito europeu seria a unidade na diversidade e as variações deviam representar a alma dos países. A dada altura o nosso Festival estagnou e é visível no presente uma aplaudida atitude de renovação, porém, parece conter exageros. Pessoalmente votaria na canção COTOVIA da DIANA VILARINHO que é orelhuda e tem uma importante mensagem tal como a canção do MARCO RODRIGUES, A MINHA CASA, mas não me desgosta a canção vencedora dos madeirenses NAPA até pela sua temática inequivocamente atual (DESLOCADO). Na Madeira há um alfobre de grandes músicos e detetei isso há muitos anos, quase no início da Gala dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz em que descobri talentosos compositores insulares. Os NAPA podem ser a versão 2025 do Conjunto Académico de João Paulo. Simplicidade na coreografia, sem unhas avantajadas, nem subidas pelo varão, nem outras que tais, pois a extravagância nem sempre é sinónimo de modernidade e de bom gosto. Até direi, nem significa bom senso.


SC no jornal de Coimbra "O Despertar" a 14 março de 2025

 


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