JORGE NUNO PINTO DA COSTA O DEFENSOR PÚBLICO DA REGIONALIZAÇÃO

 

 JORGE NUNO PINTO DA COSTA

O DEFENSOR PÚBLICO DA REGIONALIZAÇÃO

 

Independentemente de aspetos ligados ao mundo futebolístico, a morte de Pinto da Costa, antigo presidente do Futebol Clube do Porto, levou-me a refletir na importância da REGIONALIZAÇÃO. Ele bateu-se pela regionalização. É A IDEIA COM QUE FIQUEI. De forma percuciente vejo Coimbra e a Região Centro ensanduichadas entre Porto e Lisboa. Há 50 anos que se espera uma harmonização no país. A existência de um Ministério para a Coesão Territorial permite LER que ao nível dos poderes centrais é uma constatação que Portugal não é coeso e está a várias velocidades. Não temos a dimensão da vizinha Espanha, mas somos territorialmente maiores do que outros países (pequenos) que apostaram fortemente na descentralização e na regionalização. Custa-me aceitar, também, a assimetria entre o LITORAL e o INTERIOR. Houve decisões que prejudicaram, por exemplo, os concelhos de Coimbra, Miranda, Lousã, Poiares e Arganil com a retirada do comboio deste itinerário prometendo-lhes um metro sobre carris e o que vemos? Vemos aumentar o metro sobre carris em Lisboa e na margem sul e também no Porto onde aumentaram circulações ferroviárias e o metro que já há muito vai até à Póvoa. Por aqui espera-se que cheguem autocarros para fazerem esse percurso e até encerraram, tristemente, a estação da CP na baixa da cidade no coração da urbe. Atentemos nas autoestradas que servem Porto e Lisboa e pasmamos por não existir uma autoestrada entre as duas principais cidades da nossa região: de Coimbra a Viseu. Já ouvi prestigiadas personalidades a defenderem que Portugal é tão uniforme que não se justifica a regionalização. Qual quê? Cada vez é mais difícil sobreviver pela nossa Região Centro sofrendo pela falta de rasgo de alguns políticos  e pela falta de PROTAGONISTAS como foi PINTO DA COSTA a enaltecer a NAÇÃO PORTISTA, mesmo que tivesse sido a do futebol contra a moirama lisboeta, e reporto-me à letra parcial do fado MOIRAMA, de Frederico de Brito/M.A.Félix (A minha pobre Moirama/Que é irmã gémea de Alfama). Bairro, cidade, área metropolitana, obviamente com mais população no total, Lisboa tem crescido e tem poder o qual parece esconder as fraquezas do resto do país, exceto o Porto, porque este teve quem clamou e tem quem clama pela Invicta e pela Região Norte. POR FAVOR, CHAMEM O DOM AFONSO HENRIQUES.

SC

Inserido no jornal conimbricense O DESPERTAR de 21 fevereiro 2025

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