50 anos e 75 MIL MORTOS NAS ESTRADAS PORTUGUESAS

50 anos e 75 mil mortos nas nossas estradas

SANGUE NO ASFALTO

 

É impressionante o número de pessoas, talvez alguns amigos ou familiares meus e seus, caro leitor, que morreram de 1974 até aos dias de hoje nas estradas portuguesas: 75 mil mortos é um número que causa horror e preocupação e, admito, devia merecer melhor prevenção. Está o Natal a chegar e forças policiais, como é habitual, avançarão, por certo, com mais uma campanha de prevenção rodoviária. Estes 75 mil mortos em cinquenta anos permitem-nos estimar uma média de mil e quinhentos mortos por ano e 125 por mês. ISTO É UMA GUERRA. Se entrarmos no número de feridos encontramos a indicação de dois milhões de feridos ao longo destas últimas cinco décadas, cerca de quarenta mil feridos por ano. Há entidades públicas e privadas a sensibilizar para o perigo nas estradas, mas continuamos a assistir a comportamentos inadmissíveis por serem perigosos. E acontece ainda o seguinte: muitos dos mortos e feridos não foram causadores dos acidentes, não foram os culpados. Na estrada toda a atenção é pouca, precisamos de condução defensiva e de alguma sorte para não sermos vítimas da negligência dos que causam acidentes. E dos peões não falamos? Sim, falamos. Infelizmente, nos últimos dois anos, houve cerca de 220 peões mortos e 700 peões ficaram gravemente feridos. Ao que li, somos o país da Europa ocidental com o maior número de peões mortos. Estão estudados os principais motivos desta horrorosa sinistralidade rodoviária. Há campanhas, e talvez algumas pudessem ser mais agressivamente sensibilizantes, para uma maior prevenção. Apesar de radares, do policiamento, e das campanhas de sensibilização continuamos a morrer nas nossas estradas. E se conseguíssemos criar um Natal Rodoviário que se estendesse ao longo dos dias, meses e anos? Faça-nos um favor, caro leitor: Ao menos, neste mês de Natal, evite acidentes rodoviários e fale com os seus amigos e familiares acerca desta catástrofe que é a do SANGUE NO ASFALTO
 SC
Em jornal O Despertar de 6 de dezembro de 2024

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