OLIVENÇA É PORTUGAL?
OLIVENÇA É PORTUGAL?
Riem alguns de vós por termos
assistido a mensagens recentes colocando novamente em cima da mesa a discussão
a quem pertence Olivença. Até o tema surge num anúncio de uma operadora. Olivença
é uma cidade portuguesa caso leiamos todo o longo processo histórico. Numa
política de privilegiar a boa vizinhança, e eu já referi o meu posicionamento a
favor do iberismo, os governos dos dois países parecem ter esquecido esta
discussão, mas Olivença não esquece e é agradável percorrermos as suas artérias
e encontrar, por exemplo, o nome das ruas e praças em português e em espanhol.
É um bom caso de iberismo e até de europeísmo em que se privilegia a boa
convivência e uma espécie de esquecimento de linhas de fronteira. Deixem-me contar-vos, quase em segredo, que participei,
como mero narrador, no filme de Artur Semedo em 1985 intitulado O Barão de
Altamira. Uma comédia em que um fidalgo alentejano tenta recuperar Olivença e
fazer cumprir o Tratado de Tordesilhas. Porém, apesar de se criarem dois
movimentos, a filha do Alcaide de Olivença fica apaixonada pelo filho do Barão
de Altamira e retoma-se a grande confusão. O filme trouxe à atualidade, através
do riso, a questão A QUEM PERTENCE OLIVENÇA? A Espanha, após vários diferendos,
no congresso de Viena em 1815, ficou de devolver Olivença a Portugal como
combinado, mas não o fez até hoje.
SC - Jornal O Despertar de 8 novembro 2024
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