ABRIL E OS MÉDIA NA "DIOGO DE AZAMBUJA" (ESCOLA PROFISSIONAL) EM MONTEMOR-O-VELHO

NA ESCOLA PROFISSIONAL 

DA ASSOCIAÇÃO DIOGO DE AZAMBUJA



ABRIL E OS MÉDIA EM MONTEMOR-O-VELHO


Tive o prazer, há alguns dias, de falar para alunos da ESCOLA PROFISSIONAL da ASSOCIAÇÃO DIOGO DE AZAMBUJA, de MONTEMOR-O-VELHO, acerca dos MÉDIA e do 25 de ABRIL. Escutei antes o Diretor Geral, Joaquim Carraco, que abordou a temática da Liberdade e do 25 de Abril e, dentre outros temas, referiu o facto de ali receberem alunos das ex-colónias. Uma sessão, na qual, entre outros protagonistas, usaram da palavra, de forma cativante para aquela plateia jovem, Décio Matias, presidente da Direção da Associação, a vereadora do município Diana Andrade e Manuel Carraco da Misericórdia local, uma das entidades-base para a constituição da Diogo de Azambuja. 

Por mim, falar para estes jovens teve tanto de prazer como de dificuldade porque senti necessidade de enquadrar a Revolução do 25 de Abril dando conta dos antecedentes e também de algumas fases posteriores. Não foi apenas uma questão da compreensível exiguidade do tempo, mas de puxar por alguma capacidade de síntese e de abordar a vasta temática por forma a relatar, para serem claramente percebidos, factos para quem os não viveu ou não era nascido quando estes ocorreram. Alguns dos alunos presentes são provenientes das antigas colónias como já foi referido e os seus pais ou porventura os avós terão vivido sob a administração da bandeira portuguesa ou até militado em movimentos para a Independência dos seus territórios. Como tudo mudou. E que bom. Se voltar ao tema, noutro local, vou elaborar um GLOSSÁRIO para oferecer aos alunos. Os desta sessão, simpaticamente, ficaram na sala e tiveram a paciência de me escutar. Obviamente, esta minha intervenção focou também o papel dos MÉDIA antes e depois de ABRIL. 

Hoje, com a proliferação de meios de comunicação grupal e social e de redes sociais é difícil perceber o papel fundamental da rádio e da televisão (a RTP era então única) no 25 de Abril de 1974. O plano gizado para a operação revolucionária contou, numa primeira fase com as rádios, divulgando SENHAS para o avanço do Movimento e da coluna militar comandada pelo inesquecível Capitão Salgueiro Maia; depois foi a leitura de comunicados a referir que a Revolução estava a acontecer e que o Movimento das Forças Armadas tinha tudo planeado e não desejaria o derramamento de sangue. Em 1974 “naquele dia” a notícia não chegou a todo o país, nem às então colónias portuguesas, com a celeridade desejável. Lembrei-me que também na Implantação da República a “nova” demorou a chegar um ou dois ou mais dias a recônditos lugares de Portugal. A velocidade das Revoluções parece medir-se pela velocidade e estrutura subjacentes aos Meios de Comunicação Social. A meio desta semana o Presidente da República e o Primeiro Ministro de Portugal estiveram na Guiné-Bissau integrando os festejos dos 50 anos da independência daquele território. Ou seja: Spínola teve razão quando afirmou que a Guiné estava já num adiantado processo de independência e ainda não tinha ocorrido o 25 de Abril de 1974 em Portugal. 

Foi lindo ver na sessão em que estive presente em Montemor, dentre vários finalistas e outros alunos que participaram no Erasmus + alguns jovens provenientes das antigas colónias. É por isto que também vale a pena, e é justo celebrar, a Liberdade, a união dos povos que falam português e os 50 ANOS DO 25 DE ABRIL, nas ESCOLAS, na COMUNICAÇÃO SOCIAL e em pleno nas nossas vidas para sermos mais responsáveis e solidários na construção de um Futuro risonho para TODOS.

Sansão Coelho

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