MAIS UM SONETO DE PAULO ILHARCO (ANDORINHA)
ANDORINHA
Andorinha já fui de várias cores,
Que um Vate nunca voa a preto e branco.
Trouxe nas próprias asas meus amores...
- As asas que, por ódios, eu arranco!
E não preciso de gentis favores,
Porquanto no meu Mundo a sós me tranco.
Se houver justiça, cessem os lovoures
A Paulo Ilharco - Arauto Louco e franco!
Os céus que já voei são escombros, pó,
Onde jurei calar tamanho dó,
Tentando confundir minh' alma triste.
Mas a andorinha transformou-se em luz...
- E agora o que me apraz e até seduz
É ela ser da cor que nem existe!
2/8/2022 Paulo Ilharco
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