UM POEMA DE NATAL (CARUMA) DE PAULO ILHARCO
UM POEMA DE NATAL DE PAULO ILHARCO
CARUMA
Na vidraça da janela
Eu encosto a minha palma…
Mas o frio não vem dela;
Tão-somente da minh’ alma…
Os nevões vão piorando
Em Dezembro, 25…
Nem sei bem ao certo quando
Eu fechei a porta ao trinco…
Na lareira que arrefece,
O presépio jaz em pó…
Ah, se ao menos eu pudesse
Pôr caruma num trenó!...
Talvez fosse, então, mais quente
Fazer frio sempre assim…
É que a neve é como a gente
Que derrete o gelo em mim…
À janela permaneço
E num verso o lume atiço,
De tal modo que adormeço…
– É Natal sem dar por isso!
Natal de 2021 Paulo Ilharco
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