VERGONHA - POEMA DE PAULO ILHARCO
POEMA DE PAULO ILHARCO
VERGONHA
Sinto vergonha desses de S. Bento
Que estendem passadeiras aos poderes
E escondem corrupção no falso intento
De ofertarem ao Povo só prazeres.
Porém, a bem dizer, não me apoquento,
Enquanto houver Belém com tais saberes
Que curará as f’ridas e os lamentos
Dos que de Portugal são nobres Seres.
Sinto vergonha desses que só mentem
E o perfume dos cravos já não sentem…
– E até de quem a isto não se oponha!
De tantas transgressões encapotadas
Em troca de gorjetas, gargalhadas…
– De quem não sonha, sim, sinto vergonha!
7/11/2021 Paulo Ilharco
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