POESIA DE PAULO ILHARCO - "DESVERSOS"

POESIA DE PAULO ILHARCO 





DESVERSOS

 


Desconcentrado, encontro-me perdido

No desconcerto próprio que é do Mundo.

Desconcertadamente, eis-me vivido

P’la imensa eternidade de um segundo.

 

Há mais desesperados, lá no fundo

Desta Desvida alarve, sem sentido,

A desviverem tudo o que eu confundo

Num desnudado verso escrevivido.

 

Desfeliz, perco, assim, o desconforto

Do destormento louco, vão, absorto,

Com janelas despidas ao luar.

 

Em despalavras prenhes de Infinito,

Descreio na descrença do meu grito

Como um rio que nunca encontra o mar!


                                               Paulo Ilharco


                                                                                               Publicado a 2021/novembro/01

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