SERENATA DO MONDEGO A DEIXAR ÁGUA NA BOCA AO GRUPO E AO PÚBLICO - TALENTO, BELEZA E MÚSICAS DO "PRESENTE"

 NOITE DE PURA CLASSE NA ORGANIZAÇÃO CONJUNTA 

DA CÂMARA DA FIGUEIRA

 E  DA 

DEZ DE AGOSTO


EM CONTRARRELÓGIO A CONTAR MINUTOS E SEGUNDOS PARA CUMPRIR, 

ESCRUPULOSAMENTE, AS NORMAS DA DIREÇÃO GERAL DA SAÚDE COM 

RECOLHER ÀS 23 HORAS E FINAL DOS ESPETÁCULOS ÀS 22.30


    SERENATA DO MONDEGO A DEIXAR
 
ÁGUA NA BOCA AO GRUPO E AO PÚBLICO

          

O Grupo PARDALITOS DO MONDEGO quase raiou a erudição no âmbito do Fado e da Canção de Coimbra na sua atuação de ontem à noite, quarta-feira, 21 de julho, no ADRO DA IGREJA MATRIZ DE SÃO JULIÃO.

No preâmbulo do espetáculo foi feita uma referência à evolução da Igreja Matriz e da cidade tendo sido dado conta de que a primeira Igreja deve ter sido construída por  volta de 1080 pelo Abade Pedro. Foi sendo sujeita a diversas obras de beneficiação e remodelação ao longo dos séculos até chegarmos ao atual edifício que é um motivo de orgulho para os figueirenses porque a localidade nasceu à volta desta Igreja. Quando a FIGUEIRA foi elevada a cidade em  20 setembro de 1882 o Rei D. Luís e a Rainha Dona Maria Pia participaram no TE DEUM que decorreu nesta Igreja Matriz e que se integrou na data festiva da  elevação de estatuto.


TALENTO, BELEZA E MÚSICAS DO PRESENTE


O Grupo PARDALITOS DO MONDEGO atuou constituído por  PAULO ALEXANDRE ALMEIDA e FRANCISCO VIANA nas guitarras e por JOSÉ REIS na viola com as vozes de mérito amplamente reconhecido de  RUI LUCAS e FELISBERTO QUEIRÓS. Para além de alguns temas de referência o Grupo trouxe à Figueira uma plêiade de poetas inserindo e destacando as criações de CARLOS CARRANCA recentemente falecido e com forte ligação à Figueira onde apresentou alguns dos seus livros.

As vozes dos cantores, num estilo quase "goeseano", encantaram o público que teve oportunidade de conhecer algumas melodias mais atuais da canção de Coimbra. As SERENATAS revelam assim a preocupação de abranger as diversas sensibilidades interpretativas existentes na música de matriz coimbrã.


CANTAR E TOCAR AO COMPASSO DO SINO DA MATRIZ

A dada altura o Grupo confrontado com a escassez de tempo de atuação por causa das novas regras epidemiológicas (espetáculos culturais têm que encerrar até às 22,30) foi ainda prendado com o badalar esplendoroso e amplo do sino da Matriz numa ocasião em que RUI LUCAS iniciava uma das suas canções, mas, rapidamente, sino, cantor e instrumentistas "entraram no tom" certo, ainda enquadrados pelo piar das gaivotas. Deslumbrante noite.

 O presidente da Assembleia Geral da DEZ DE AGOSTO, Rui Brochado, entusiasmado com o Grupo, à despedida, foi dizendo: "vamos desejar contar convosco para o próximo ano". Já no rescaldo, e também em contrarrelógio, António Bonito, recolhia o cartaz móvel, José Jacinto e o dinâmico presidente das coletividades, António Rafael, punham as cadeiras no sentido de poderem ser transportadas. Gente de trabalho da "teimosa" e  popular DEZ DE AGOSTO. Uma equipa com sentido de serviço à comunidade figueirense.

                                                                                        David Fernandes

MAGENTA COLORIDA COMO SEMPRE

                                                                      Rita Gardete

A MAGENTA esteve em cena com os artistas plásticos  DAVID FERNANDES e RITA GARDETE que realizaram trabalhos ao vivo que podem ser adquiridos por quem o desejar na sede da MAGENTA.  Sugerimos que não percam a oportunidade de adquirir uma pintura que viram ser executada numa noite de bela música, lindos fados e canções envolta por arte e beleza.


                                                                                2021/julho/22

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