COIMBRA EM FESTA: 4 julho 2021

                  A NOSSA QUERIDA COIMBRA EM FESTA 


                                               4 JULHO 2021

       

       


               A SANTA RAINHA NÃO VEM ESTE ANO À BAIXA

                  SUBIREMOS NÓS AO MONTE DA ESPERANÇA


Saudamos a Cidade de Coimbra em festa, os conimbricenses e a sua Padroeira, a Rainha Santa Isabel. Das memórias de meninice guardo a imagem de mulheres de Coimbra a falarem da Rainha Santa (OU TALVEZ A FALAREM COM A RAINHA SANTA) como se D. Isabel de Aragão estivesse a viver ainda entre nós ou, apenas, partido há meia-dúzia de anos. Tamanha é a admiração e a devoção que o nome ISABEL é, numa observação à vista desarmada, dos que mais se ouvem em Coimbra. Cá por casa uma das filhas também teve que ter essa onomástica referência. Outro nome próprio, muito em uso citadino, é o de Inês, o que igualmente se justifica pela histórica paixão de D. Pedro.

D. ISABEL DE ARAGÃO trouxe na sua corte uma plêiade de homens sábios, personalidades com conhecimentos atualizados, alguns na área da saúde que revitalizaram Coimbra e o reino. Além do seu humanismo, da sua cultura, da magnanimidade em todos os seus atos até ao ser uma interventiva RAINHA DA PAZ perante familiares reais desavindos, a RAINHA SANTA terá moldado Coimbra; e Coimbra moldou-se matricialmente à sua Rainha. Mulher de amplos saberes e bem assessorada, D. ISABEL DE ARAGÃO marcou Coimbra como cidade da Saúde e cidade do Saber e do Conhecimento. Só nas últimas décadas se assumiram, até como marketing, estas facetas de Coimbra. Serão, provavelmente, um reflexo da Santa Rainha nesta cidade que amou profundamente. Consta que cedeu muitas vezes as suas roupas para as raparigas do povo se casarem, saciando igualmente a fome dos pobres mesmo quando D. Dinis a terá, alegadamente, censurado, por despesismo. A história repete-se. Projetos de inovação social, o impactante das suas medidas socias, a coesão territorial, expressões dos nossos dias que serão, apenas, transferidas de e para a época da Rainha Dona Isabel e dessa época para os nossos dias. Quem nos dera que ao abrir agora o seu manto, a Rainha, sempre presente e a nosso lado (como muitos cidadãos no-lo dizem e não só as mulheres de Coimbra), saíssem do seu regaço não apenas rosas, mas também um maior número de habitantes na urbe, mais bairros residenciais com preços de habitação controlados, rendas acessíveis, mais empreendedores e mais empresas para criarem mais emprego de que precisamos como pão para a boca, críticos de arte, nova maternidade, o aeroporto. De resto até já somos uma cidade com boa qualidade de vida, solidária, humanista. Cidade da saúde, do conhecimento e da inovação. E fraternalmente ativa para honrar a padroeira.

A Rainha Santa não virá à Baixa este ano; por isso iremos nós ao Monte da Esperança, lá ao cimo, em Santa Clara. 

Somos conimbricenses e admiradores da RAINHA SANTA. 

Com ESPERANÇA e PAZ. E uma dose máxima de ativo amor a Coimbra. 

Uma cidade em Festa e a merecer ser Feliz apesar da pandemia.

Sansão Coelho

(Artigo adaptado do publicado no Jornal O DESPERTAR de COIMBRA)


                                                                                                                                                                                        2021/Julho/04

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