FIGUEIRENSE TEOTÓNIO CAVACO - SIM À ÁREA METROPOLITANA DE COIMBRA
FIGUEIRENSE TEOTÓNIO CAVACO:
MAIS UMA OPINIÃO FAVORÁVEL
À CRIAÇÃO DA ÁREA METROPOLITANA DE COIMBRA
A propósito da pergunta formulada pelo Diário AS BEIRAS intitulada
“Área Metropolitana de Coimbra, sim ou não?“ o figueirense DR. TEOTÓNIO CAVACO,
colaborador regular deste conceituado jornal diário, escreve na edição de hoje (01/junho/2021) o que tomamos a
liberdade de reproduzir na expectativa de a Direção do DIÁRIO AS BEIRAS e o autor
do texto nos permitam a ousadia de o reproduzir: E assim citamos com a vénia devida:
“No passado dia 6 de outubro, escrevi neste espaço que partilho da defesa da necessidade de criação da Área Metropolitana de Coimbra, sobretudo enquanto enquadradora e potenciadora do desenvolvimento sustentável dos concelhos da sua abrangência. Bem sei que está ainda para muitos anos e no entanto já é velha a discussão acerca da importância (e respetivo e necessário equilíbrio), para o bem-estar das populações, não só de uma boa relação entre o Estado Central e o Poder Local, mas também da implementação da descentralização supramunicipal, via áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais.
Em
Portugal, apesar de a partir do século XIX se ter glorificado o ideário
municipalista, o qual criou o mito historiográfico do município medieval, o papel
dos Municípios tem sido, por vezes, de bloqueio ao desenvolvimento e às
reformas da Sociedade, da Administração Pública e da Economia, o que em nada
nada facilita a gestão das tensões entre os poderes. Concretamente, quanto ao
Poder Local: sendo fundamental assumir que a base de qualquer consideração é a
Constituição e a lei, a criação, extinção ou modificação de uma Entidade cuja
ação tenha a ver com as funções da Administração Pública têm de visar a eficácia
e a eficiência no desempenho de uma crescente multiplicidade de tarefas,
nomeadamente nos domínios social, económico, cultural e ambiental. Ora, ainda
que o posicionamento ideológico (mais ou menos liberal, mais ou menos
centralista) seja determinante enquanto enquadrador do entendimento que cada um
possa ter acerca do desenho da correlação de forças e dos consequentes poderes
atribuídos e responsabilidades assacadas, a transferência em vigor de
competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais
coloca desafios, desconfianças, e uma cada vez maior necessidade de avaliação,
uma vez que o brutal aumento das responsabilidades das autarquias locais nem
sempre tem sido acompanhado do respetivo envelope financeiro.”
2021junho01
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