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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

SANGUE NO ASFALTO

  SANGUE NO ASFALTO Em linhas gerais abordei, na última edição do jornal O DESPERTAR, o gravíssimo problema que o país tem perante um número trágico e inconcebível de mortes nas nossas estradas. Cerca de 400 mortos será a cifra deste ano em 135 mil acidentes. Entre os mortos há um número significativo de jovens. Serão cerca de 120 mortes em jovens dos 18 aos 24 anos. A SINISTRALIDADE NAS NOSSAS ESTRADAS TEM DE SER REDUZIDA. O que tem sido feito para evitar este tremendo número de acidentes e de tantas mortes é, pois, claramente, pouco, e, podemos dizer, a eficácia parece ser reduzida. Os psicólogos podem explicar, mas a divulgação de acidentes rodoviários é algo que, infelizmente, ronda o banal, particularmente para os jovens que se mostram muitas vezes insensíveis. Falemos também dos seniores: os idosos também são mais frágeis e por isso podem sofrer mais facilmente lesões. O volante nas mãos é uma arma, a qual, se mal utilizada e sem precaução, pode matar.   Para grandes m...

NATAL COM MÚSICA MACHADO SOARES CANTA FERNANDO PESSOA

  NATAL COM MÚSICA MACHADO SOARES CANTA FERNANDO PESSOA   O leitor vai prometer-me que irá ler este meu texto acompanhando a canção de matriz coimbrã, intitulada NATAL, na voz de Fernando Machado Soares. A poética é de Fernando Pessoa. Vai encontrar a canção em: https://www.youtube.com/watch?v=lDmXszychyY Vá escutando a canção que começa com o guizalhar dos sinos. Repenicam num tom dolente, comovente, apelativo, mas dando-nos a viver o ambiente natalício. A música instrumental é tocada por Ramon Galarza. Há um coro celestial com as vozes delicadas e doces de crianças e jovens. Solta-se, num ar de sentimentalidade, a voz de Fernando Machado Soares, como solista. Reproduz Pessoa-poeta com a imagem da neve pela província cheia de tradições nesta época de festa da família que se deve unir sempre e fortemente no Natal. Lares aconchegados. Neste presente estão representações do que se vivia. O passado. O madeiro arde no adro. A missa do galo. A fraterna presença de todos a...

Livro SALATINAS – Coimbra da Saudade de RAFAEL VIEIRA

  OS SALATINAS Comprei na FNAC o livro SALATINAS – Coimbra da Saudade de RAFAEL VIEIRA . Tem por âncora a Alta da cidade e os seus antigos moradores, os salatinas, que foram forçados a mudarem-se para bairros periféricos. A demolição da Alta foi um ambicioso plano do Estado Novo. O retrato dá conta da “migração forçada de uma comunidade de cerca de três mil pessoas para bairros sociais construídos além dos limites de Coimbra”. Nessa época, anos 40 e 50, foi para ampliar a zona universitária. Agora, temos casos de cidadãos a perderem as suas habitações em zonas centrais face ao aumento de rendas e a serem também enviados para as periferias. Voltarei a este livro, nestas colunas, e deixo um abraço ao autor pela obra. Aliás, os salatinas serão, certamente, leitores de O DESPERTAR e este texto foi publicado neste jornal a 5 de dezembro de 2025 SC

JOSÉ MANUEL PUREZA

  JOSÉ MANUEL PUREZA Gosto de ver conimbricenses a terem protagonismo na política portuguesa. JOSÉ MANUEL PUREZA é o novo líder do Bloco de Esquerda. Já vi eleitos por Coimbra com pouca ligação à cidade e à região. José Manuel Pureza é um conimbricense de prestígio com provas dadas, um humanista, e apesar de ser escolha de um partido, regozijo-me com a liderança de um prestigiado conimbricense. Pode ser que também reclame pela REGIONALIZAÇÃO.

POBREZA EM PORTUGAL

  POBREZA EM PORTUGAL Quase dois milhões de portugueses no limiar da pobreza ou em pobreza profunda no nosso país. Tanta guerra verbal, por exemplo, com o 25 de novembro e comemorações da data, uns sim e outros não, mas essas disputas verbais deviam ter sido transformadas, por exemplo, em energia canalizada para contribuírem para resolver este triste panorama do nosso país. Os idosos não podem ser despejados das suas habitações, em concreto, os que estão em dificuldades económicas. Custa-me ver portugueses que trabalham a terem de morar numa carrinha; outros a serem obrigados a morar nas periferias sem condições porque no centro urbano, onde residiram décadas, receberam ordem de despejo. Obviamente que não basta abrir as fronteiras, pois será preciso, primeiramente, ter condições condignas para alojar os que cá estão e os que chegam. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, antes da recente cirurgia a que foi sujeito, no início desta semana, afirmou a sua frustração pe...