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BRIOSOS - Um aplauso ao capitão Leandro Silva

  BRIOSOS Um aplauso ao capitão Leandro Silva Escutei o relato do último jogo Atlético-Académica/OAF pela RUC- Rádio Universidade de Coimbra onde colaborei há quase sessenta anos e pela qual continuo a ter particular afeto e admiração. A dado momento os repórteres deram conta de estar a ruir uma parte de um muro perto dos adeptos da Briosa. Fiquei em suspenso e preocupado. Felizmente, houve apenas dois adeptos com arranhões. Devo, contudo, salientar dois momentos perante o que escutei na RUC: o árbitro parou o jogo para se certificar do que acontecera e admirei o capitão de equipa da Briosa, Leandro Silva, que foi junto dos adeptos inteirar-se do que se passava. Merece um aplauso pois é um talentoso jogador e também um enorme e brioso capitão. Li, posteriormente, que o Atlético ofereceu aos dois adeptos com lesões uma camisola daquele simpático clube. Gesto lindo. Também a prevenção será sempre lindo gesto. SC

MAIS VALE PREVENIR

  MAIS VALE PREVENIR Muitas vezes atribuem-me uma faceta de cidadão defensivo ou mesmo pessimista. Isto é: falo muito em prevenção e perfilho o adágio de que mais vale prevenir do que remediar; todos os cuidados são poucos; cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém; gato escaldado de água fria tem medo; quem tem rabo de palha não se aproxime do fogo…e fico por aqui quanto a ditados populares que são expressões de sabedoria e prevenção, de segurança e de alerta. No entanto, verificamos que entre nós ou na estranja há, muitas vezes, falta de prevenção. O ano entrou com a notícia de uma discoteca ou bar em Crans-Montana, na Suiça, onde um incêndio causou cerca de 40 mortes e mais de uma centena de feridos. Ficámos a saber, pelos média, que o bar não era inspecionado há cerca de cinco anos. A prevenção tem de existir a todo o momento e em quase todas as circunstâncias. Neste tempo de Natal e Ano Novo voltámos a ter várias promoções televisivas alertando para o perigo n...

NOVO ANO, VIDA PERIGOSA

  NOVO ANO, VIDA PERIGOSA   Novo ano, por certo a merecer cartune do nosso Joaquim Belisário. Novo Ano e Vida Perigosa. Expresso este ponto de vista pelas crises, chamar crise é um eufemismo, que se desenrolam pelo mundo e que nos podem afetar na Europa, em Portugal, nas nossas terras porque isto anda tudo ligado. Trump capta Maduro na Venezuela, a Ucrânia continua a sofrer as investidas da Rússia, África tem áreas de fortes conflitos, Taiwan receia a China, Groenlândia, amedrontada, a olhar para o lado perante intenções americanas. Fortalecem-se blocos de países e não há sintonia entre esses grupos, pelo contrário. Peguei no almanaque BORDA D´ÁGUA deste fresco 2026 e leio, na última página, no Juízo do Ano, de autoria de Diana Fernandes, referência a que este ano, no calendário chinês, é o Ano do Cavalo de Fogo que traz energia, coragem e vontade de andar para a frente. Ao menos, no simpático BORDA D´ÁGUA, REPORTÓRIO ÚTIL A TODA A GENTE, assim se subtitula, lemos palavras...

DIGO SIM À REGIONALIZAÇÃO

DIGO SIM À REGIONALIZAÇÃO   Admitia a hipótese de o nosso país, no que diz respeito a cortar as assimetrias entre o litoral e o interior, pudesse ter, em breve, a REGIONALIZAÇÃO. Não somos um país extenso, mas há diversas e expressivas identidades em três ou quatro grandes zonas do continente além das existentes nas regiões autónomas. A Europa assenta cada vez mais na EUROPA DAS REGIÕES e, salvo melhor opinião, tenho lido que nos países onde há regionalização o progresso tem sido maior.   Temos um país desigual e desequilibrado, e cito, neste aspeto, a Associação Nacional de Municípios recentemente eleita. Hoje, assume protagonismo a palavra TERRITÓRIOS, mas quem os habita tem diferentes anseios e problemas. Pessoalmente, lamento que o Governo não queira adotar a regionalização nesta legislatura. Espero que o litoral não se afunde a olhar para um interior onde a desertificação é uma realidade. SC

VOLTA GRAVATA, ESTÁS PERDOADA

  VOLTA GRAVATA, ESTÁS PERDOADA   Nos dias de hoje um grande número de cavalheiros, ostenta um farfalhudo lenço no bolso de peito do casaco embora alguns também apresentem o modelo bicudo. Muitos comentadores televisivos que agora estão em foco, entram na moda do desengravatamento e andam a ficar DESENGRAVATADOS.  Esta tira estreita e longa que dá pelo nome de gravata aperta o pescoço, ou antes, compõe o pescoço. Por mim, especialmente no inverno, gosto de me engravatar porque protejo o pescoço do frio. Esta peça de vestuário masculino terá sido introduzida pelos croatas embora se admita ter origem na China como cachecol com um nó à volta do pescoço. Traduzido à letra, olhando a língua francesa, tapa ou guarda o pescoço. Assim, finalmente, neste inverno que agora começa, presumo que a gravata terá alguma possibilidade de voltar a ocupar um lugar privilegiado e já não vou sentir-me deslocado por estar muitas vezes engravatado.  Verifico, ainda, que há protagonista...

SANGUE NO ASFALTO

  SANGUE NO ASFALTO Em linhas gerais abordei, na última edição do jornal O DESPERTAR, o gravíssimo problema que o país tem perante um número trágico e inconcebível de mortes nas nossas estradas. Cerca de 400 mortos será a cifra deste ano em 135 mil acidentes. Entre os mortos há um número significativo de jovens. Serão cerca de 120 mortes em jovens dos 18 aos 24 anos. A SINISTRALIDADE NAS NOSSAS ESTRADAS TEM DE SER REDUZIDA. O que tem sido feito para evitar este tremendo número de acidentes e de tantas mortes é, pois, claramente, pouco, e, podemos dizer, a eficácia parece ser reduzida. Os psicólogos podem explicar, mas a divulgação de acidentes rodoviários é algo que, infelizmente, ronda o banal, particularmente para os jovens que se mostram muitas vezes insensíveis. Falemos também dos seniores: os idosos também são mais frágeis e por isso podem sofrer mais facilmente lesões. O volante nas mãos é uma arma, a qual, se mal utilizada e sem precaução, pode matar.   Para grandes m...

NATAL COM MÚSICA MACHADO SOARES CANTA FERNANDO PESSOA

  NATAL COM MÚSICA MACHADO SOARES CANTA FERNANDO PESSOA   O leitor vai prometer-me que irá ler este meu texto acompanhando a canção de matriz coimbrã, intitulada NATAL, na voz de Fernando Machado Soares. A poética é de Fernando Pessoa. Vai encontrar a canção em: https://www.youtube.com/watch?v=lDmXszychyY Vá escutando a canção que começa com o guizalhar dos sinos. Repenicam num tom dolente, comovente, apelativo, mas dando-nos a viver o ambiente natalício. A música instrumental é tocada por Ramon Galarza. Há um coro celestial com as vozes delicadas e doces de crianças e jovens. Solta-se, num ar de sentimentalidade, a voz de Fernando Machado Soares, como solista. Reproduz Pessoa-poeta com a imagem da neve pela província cheia de tradições nesta época de festa da família que se deve unir sempre e fortemente no Natal. Lares aconchegados. Neste presente estão representações do que se vivia. O passado. O madeiro arde no adro. A missa do galo. A fraterna presença de todos a...