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BAILAR, BAILAR

  BAILAR, BAILAR, BAILAR      Posso dançar sozinho, mas um BAILE é estar a socializar. Baile é um acontecimento em que a base é a dança. Há vários géneros de bailes, dos de máscaras aos de salão e de gala, respigando pomposamente o Baile de Gala da Queima. Perceciono que voltou a crescer o interesse pela dança e pelos bailes. Há convívio e há um exercitar do corpo e da amizade. É bom para todas as idades. Pelos salões de Portugal, de norte a sul, voltamos a ver bailes em que as comunidades se juntam e se divertem ao som da música. Há as danças nas discotecas e danceterias, mas pormenorizo os bailes grupais que se distinguem por uma certa formalidade. Coimbra teve espaços formais e informais para bailes. Admito que muitos conimbricenses recordem os bailes do Coimbra Clube, dos Irmãos, nos Olivais, no Rancho de Coimbra em cujo salão pontificavam nas paredes fotos de autores de belos temas musicais populares da nossa cidade, em Celas, no Calhabé, nos Centros Populares, ...

MALFADADO IP3

  MALFADADO IP3  O IP3 que liga Coimbra a Viseu continua a ser um cemitério. No início da semana um violento acidente na zona de Santa Comba Dão com mortos e feridos voltou a trazer à luz da consciência a importância, não só de atualizar para maior segurança este trajeto, mas, em nosso entender, em pedirmos de forma efetiva e fortemente apelativa, a construção de uma autoestrada entre as duas principais cidades do Centro do país. COIMBRA E VISEU têm ligações económicas e sociais próprias e fortes, além de constituírem uma parte significativa de importantíssimo corredor internacional. Urge exigir uma NOVA AUTOESTRADA ENTRE COIMBRA E VISEU. E, já agora: a renovada Linha da BEIRA ALTA tem de voltar a entrar no Ramal da Pampilhosa e servir CANTANHEDE e FIGUEIRA DA FOZ. A Figueira foi a sede da Companhia de Caminho de Ferro da Beira Alta. Precisam de mais justificações? Inserido a 8 de agosto no jornal O Despertar de Coimbra

DEZ DE AGOSTO da FIGUEIRA DA FOZ FAZ BALANÇO POSITIVO DO SEU ANIVERSÁRIO: 145 ANOS

  ANIVERSÁRIO E "SERENATAS DO MONDEGO" NUM ÊXITO TOTAL DEZ DE AGOSTO  FAZ BALANÇO POSITIVO  DO SEU ANIVERSÁRIO:  145 ANOS A homenagem a Joaquim de Sousa, antigo Secretário de Estado, ex-presidente do município figueirense e atual Provedor da Misericórdia-Obra da Figueira, foi um dos momentos altos vividos, recentemente, pela Dez de Agosto, da Figueira da Foz, em tempo de efeméride. Na ocasião foram também homenageados o fotógrafo voluntário António Teixeira e a centenária Casa Rádio, uma loja com história. A coletividade em festa está vocacionada para a cultura, tradições e memórias figueirenses e assinalou 145 anos de atividade.    À homenagem associou-se Pedro Santana Lopes, presidente do município, que na ocasião mostrou disponibilidade para evitar que a coletividade perca a sua sede onde se integra o Palco-Teatro Maria Olguim no qual esta artista se estreou. No âmbito da efeméride realizaram-se de 9 de julho a 14 de agosto as Serenatas do Mondego dedica...

ANDRÉ, O RONALDO DA PESCA DE ARTE XÁVEGA, NA PRAIA DA LEIROSA

  ANDRÉ, O RONALDO DA PESCA DE ARTE XÁVEGA  NA PRAIA da LEIROSA ANDRÉ, O RONALDO DA PESCA DE ARTE XÁVEGA, NA LEIROSA   – Este epíteto de RONALDO com que mimoseamos portugueses de excelência, envolveu, por exemplo, o até agora Governador do Banco de Portugal. Chamaram-lhe o Ronaldo das Finanças. Encontrei na Praia da Leirosa outro Ronaldo, o da Arte Xávega. Jovem, na casa dos vinte, conduz o trator a puxar o barco Estrela do Mar bordejado a vermelho que conflui na proa com um um verde escuro que nasce no lastro. As redes vão saindo, arrastadas do mar, e abraçam-se, em rodopio, no grande saco que formam e no qual saltita o pescado a beijar a areia quente da costa, nestes dias tórridos, ante o olhar de vários pescadores desta companha.  Só lá na ponta é que se vê o resultado da faina e não sendo famosa trouxe muito carapau, duas raias e outras espécies que não distingo. Junto à lota, assente num vasto oleado entre o rosado e o roxo, já esperam as caixas coloridas para r...

ZECA AFONSO, 96

  ZECA AFONSO, 96 ZECA AFONSO, 96 – Nasceu, em Aveiro, a 2 de agosto de 1929. Completam-se, amanhã, 96 anos. É um dos nomes maiores da música portuguesa. A sua grandeza advém das composições que criou, da sua voz e de uma postura progressista marcante, antes e depois de Abril.   O município de Coimbra, em maio de 83, atribuiu-lhe a medalha de ouro da cidade. Embora avesso a honrarias, ZECA AFONSO aceitou o convite e esteve no Jardim da Sereia que foi pequeno para escutar as canções e as mensagens que deixou, particularmente aos jovens.   Associou-se, na festa em palco, uma plêiade de cantores e instrumentistas. Mendes Silva, então presidente do município, entregou a chave da cidade a Zeca Afonso e disse-lhe: VOLTA SEMPRE, A CASA É TUA. Urge fazer mais para preservar em Coimbra, a vida e obra, a memória de Zeca Afonso. Felizmente estão vivos alguns dos que privaram com Zeca com referência particular para o médico que o acompanhou, à viola, o talentoso Rui Pato. Se Coimbra...

APLAUSOS PARA A BANDA NOVA DE FERMENTELOS A ACOMPANHAR OS QUINTA DO BILL

  BANDAS FILARMÓNICAS EM GRANDE PLANO APLAUSOS PARA A BANDA NOVA DE FERMENTELOS A ACOMPANHAR OS QUINTA DO BILL Estão a acontecer concertos em que atuais grupos de música ligeira são acompanhados por Filarmónicas. Isto revela uma espantosa classe e virtuosismo que se vive em muitas das nossa bandas filarmónicas que são, em muitos casos, autênticos conservatórios populares. No último domingo, assisti em Águeda, no AgitÁgueda , a um concerto dos QUINTA DO BILL acompanhados pela BANDA NOVA DE FERMENTELOS, uma autêntica e aplaudida orquestra clássica. Fabuloso. Direção do maestro RUI LEAL. Uma filarmónica com direção presidida por AURÉLIO CARVALHO a quem peço para dar um abraço aos cerca de 70 componentes com idades médias de 20 a 30 anos. Parabéns, Amigos. Publicado em O Despertar a 25 julho 2025

QUARTETO ACHILLEA, EM RESIDÊNCIA ARTÍSTICA, NA DEZ DE AGOSTO, NA FIGUEIRA DA FOZ

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  DE 1 a 5 de AGOSTO QUARTETO ACHILLEA, EM RESIDÊNCIA ARTÍSTICA, NA  DEZ DE AGOSTO, NA FIGUEIRA DA FOZ QUEM SÃO? O Quarteto A  Achillea , pequena e singela planta selvagem, de folha branca e redonda e de força e resiliência telúrica, empresta o seu belo nome ao recém-formado quarteto de cordas, nascido em 2024, constituído por músicos profissionais e altamente experientes, que se juntaram com o desejo de partilhar com o público uma visão diversificada da música portuguesa nas suas várias vertentes e tradições. Assim, sonhou-se o Achillea como um laboratório de experiências sonoras, atribuindo uma leitura contemporânea sobre temas conhecidos ou por recordar da nossa música. Bebendo da música de raiz tradicional, dos cantares rurais tradicionais, do fado, das cantigas de amigo, das músicas palacianas ou mesmo da criação totalmente nova, o quarteto Achillea tenta reinventar o programa camerístico, fugindo à tradição clássica estabelecida do repertório do quarteto de cordas (...